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Onde o mote é a fotografia e... outras eventuais peregrinações.


14
Set11

Á beira de água

por Maximiliano

Á Beira de Água

 

Estive sempre sentado nesta pedra

escutando, por assim dizer, o silêncio.

Ou no lago cair um fiozinho de água.

O lago é o tanque daquela idade

em que não tinha o coração

magoado. (Porque o amor, perdoa dizê-lo,

dói tanto! Todo o amor. Até o nosso,

tão feito de privação.) Estou onde

sempre estive: à beira de ser água.

Envelhecendo no rumor da bica

por onde corre apenas o silêncio.

 

Eugénio de Andrade

 

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publicado às 21:43


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