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Onde o mote é a fotografia e... outras eventuais peregrinações.


27
Ago15

Quinta de Bonjóia

por Maximiliano

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Localizada nas proximidades da Igreja de Campanhã e da Estrada da Circunvalação, na zona onde está a actual Quinta de Bonjóia existiu uma quinta que pertenceu ao chantre daSé do Porto, Martim Viegas. Quando este morreu, deixou a propriedade a Maria Martins e ao seu marido, Afonso Dinís, que por sua vez a ofereceram em doação ao cabido da Sé por volta de 1402, em troca de umas missas. A quinta passou então a ser gerida pelos cónegos da Sé. Foi ainda gerida por D. Mécia Aranha e seu esposo, Manuel Gonçalves, mantendo-se na sua família.

Em 1758, a Quinta foi comprada ao cabido por D. Lourenço de Amorim da Gama Lobo, fidalgo-cavaleiro da Casa Real, senhor da Casa do Campo das Hortas (actual Praça da Liberdade, tendo este edifício sido demolido para se abrir a Avenida dos Aliados). Casou com Maria Violante Guimarães, filha de João Antunes Guimarães, um comerciante do Porto cuja quinta tinha paredes meias, a poente, com a de Bonjóia. E foi este D. Lourenço quem mandou construir o palacete que hoje se pode admirar na Quinta de Bonjóia, em 1759. A autoria do projecto é atribuída a Nicolau Nasoni, mas não há certezas, pois, embora tenha traços e características de outras obras deste notável arquitecto, pode ser obra de um seu discípulo.

O que é certo, é que este edifício nunca foi concluído, pois o prolongamento da casa para leste nunca foi terminado. A porta principal, na Rua de Bonjóia, está ornamentada com as armas de D. Lourenço (escudo esquartelado de Amorim, da Gama, Lobo e de Magalhães). A casa ficou, mesmo inacabada, conhecida pela sua fachada sul, com uma imponente torre quadrangular a um extremo, e com as suas janelas e portas decoradas com motivos ao gosto rocaille e uma pequena escadaria exterior trabalhada.

Em 1995, quando a Câmara Municipal do Porto comprou a propriedade, ela era uma triste ruína e os jardins um feio matagal. Depois de um apurado restauro, a quinta é sede de fundações de cariz social, como a Fundação para o Desenvolvimento Social do Vale de Campanhã e a Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto que actualmente ocupa o edifício.

Origem: Wikipédia

 

 

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publicado às 18:32

09
Ago15

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publicado às 18:13

02
Ago15

Casa do Parque de S. Roque

por Maximiliano

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O Parque de S. Roque, em Campanhã, hoje não existiria nem seria uma das principais áreas verdes da cidade do Porto se não tivesse sido erguido a Quinta da Lameira, uma entre várias propriedades da rica família Calém, ligada à exportação de vinhos do Porto.

A casa da quinta, cuja arquitectura combina elementos do final do século XVIII com vários outros do século XIX, tem uma aparência de palacete, do qual se destacam os motivos em ferro forjado do gradeamento visível das janelas, varandas, portões e corrimões, para além de alguns frisos de azulejaria e da cantaria no rebordo das telhas. O parque em si é na realidade um conjunto característico de um verdadeiro jardim romântico, disposto em patamares, com variados recantos, um lago, um chafariz de ferro forjado, um miradouro circular e até um lago numa gruta.

Em Agosto de 1978, a Câmara Municipal do Porto comprou ao então proprietário, Dr. António Eugénio de Castro Ramos Pinto Calém, uma parcela da quinta com a superfície de 11 900 m2, mediante o pagamento da quantia de 10 100 000$00. Esta primeira parcela correspondia ao solar e aos terrenos envolventes, incluindo os formosos jardins. Cerca de noves meses mais tarde, em Maio de 1979 é adquirida a segunda e última parcela com a superfície aproximada de 30 000 m2 e custando 8 600 000$00. Esta parcela corresponderia à área da frondosa mata. Todo este conjunto formado por estas duas parcelas de terreno forma hoje o Parque de S. Roque, cuja abertura ao público se efectuou em 20 de Julho de 1979.

Na casa da quinta, junto à rua de S. Roque da Lameira, funcionou em tempos o Gabinete Urbanístico da Cidade do Porto. Hoje está fechada e a necessitar de uma nova reabilitação. O parque de S. Roque, que teve custos elevados para ser adquirido pelo município do Porto, está num curioso estado de semi-abandono, o que não deixa de ser curioso quanto mais o seu enorme potencial, tendo sido já desenvolvida a proposta de se inserir num contexto de circular verde, cuja via ligaria os vários parques da cidade paços verdes através de um percurso urbano alternativo.e espaços verdes através de um percurso urbano alternativo.

Texto do Blog Porto Sombrio

 

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publicado às 22:08


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